sábado, 9 de abril de 2011

Guerra dos Canudos








Esquema da guerra dos Canudos
-3 % das terras eram  para a população rural. 
-Milhões de pessoas viviam na miséria.
-Insatisfação da população.
-Antônio Conselheiro organizou uma revolta, reunindo a população em Canudos.
-Com isso a população foi para canudos .
-Um dos lemas de Antonio  Conselheiro eram a terra dividida igualmente , e os pagamentos de impostos .
-Canudos apresentava uma ameaça para o governo por não pagar impostos  .
-Com isso o governo reuniu um exercito e destruiu Canudos. 
Como estava o Brasil antes da Guerra dos canudos ?
O Brasil registra uma das maiores  concentrações de equivalente ao as sociedade do Canadá . Além disso, a concentração da propriedade da terra continua altíssima : aproximadamente 3% da grandes proprietários detêm cerca de  43%  das terras agrícola, enquanto quase 60% da população rural dispõe apenas 3% das terras . Milhões de brasileiros viviam na miséria.
Com a insatisfação da população pelas terras pela miséria acabou acontecendo a guerra dos canudos.
Durante o mandato do presidente Prudente de Morais .
Antônio Conselheiro encontrou um ambiente propício para sua pregações política – religiosas .
Antônio tinha 65 anos quando , em 1893 chegou a uma velha fazenda abondonada  no sertão baiano , onde liderou a formação do povoado de Canudos . Tinha como o lema “A terra não tem dono a terra e de todos'' 
Povoação de Canudos 
Milhares de pessoas mudaram-se para Canudos , sertanejos sem terra , vaqueiros, ex- escravos , pequenos proprietários pobres ,homens e mulheres perseguidos pelos coronéis ou pela policia . Buscavam paz e justiça em meio a fome e a seca no sertão .
Reação contra Canudos 
Os fazendeiros baianos e a elite política local temiam o crescimento de Canudos . Para a Igreja católica , Antônio Conselheiro desviavam fiéis . Para os proprietários de terra e o governo  , canudos representava uma ameaça .
Tanto pela ocupação das terras quanto pela recusa apagamento de impostos .
 
 
 
A destruição de Canudos 
As Tropas dos coronéis locais e do governo estadual  baiano não conseguiram esmagar as forças de Canudos. Assim  governo federal entrou na luta , enviando ao povoado várias tropas militares , que um poderoso  exercito de cerca de 7 mil homens foi organizado pelo ministro da Guerra, e Canudos foi destruído em 5 de outubro de 1897 . Mais de 5 mil casa foram incendiada pelo exército . A população sertaneja morreu defendendo a sua comunidade m numa das mais trágicas lutas pela história da república  .
 
Euclides da Cunha 
 
Euclides da Cunha era um repórter e estava em Canudos quando a guerra ocorreu . No livro ''Os sertões'' procurou fazer uma descrição “científica” do que foi a comunidade de liderada por Antônio Conselheiro .Os sertões foi escrito numa linguagem tão rica e variada que é considerado uma das maiores obras da literatura brasileira . 

Grupo : Emanuel , Rodrigo , Samuel , Lucas willher

Guimarães Rosa





João Guimarães Rosa (Cordisburgo, 27 de junho de 1908 — Rio de Janeiro, 19 de novembro de 1967 - 59 anos), foi um dos mais importantes escritores brasileiros de todos os tempos. Foi também médico e diplomata.Os contos e romances escritos por Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro. 
Autodidata, começou ainda criança a estudar diversos idiomas,iniciando pelo francês quando ainda não tinha 7 anos. Ainda pequeno, mudou-se para a casa dos avós, em Belo Horizonte, onde concluiu o curso primário. Iniciou o curso secundário no Colégio Santo Antônio, em São João del-Rei, mas logo retornou a Belo Horizonte, onde se formou. Em 1925, matriculou-se na então “Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais", com apenas 16 anos.
Em 27 de junho de 1930, casou-se com Lígia Cabral Pena, de apenas 16 anos, com quem teve duas filhas: Vilma e Agnes. Ainda nesse ano se formou e passou a exercer a profissão em Itaguara, então município de Itaúna (MG), onde permaneceu cerca de dois anos. Foi nessa localidade que passou a ter contato com os elementos do sertão que serviram de referência e inspiração a sua obra.
    
De volta de Itaguara, Guimarães Rosa serviu como médico voluntário da Força Pública (atual Polícia Militar), durante a Revolução Constitucionalista de 1932, indo para o setor do Túnel em Passa-Quatro (MG) onde tomou contato com o futuro presidente Juscelino Kubitscheck, naquela ocasião o médico-chefe do Hospital de Sangue. Posteriormente, entrou para o quadro da Força Pública, por concurso. Em 1933, foi para Barbacena na qualidade de Oficial Médico do 9º Batalhão de Infantaria. Aprovado em concurso para o Itamaraty, passou alguns anos de sua vida como diplomata na Europa e na América Latina.  
No início da carreira diplomática, exerceu, como primeira função no exterior, o cargo de Cônsul-adjunto do Brasil em Hamburgo, na Alemanha, de 1938 a 1942. No contexto da Segunda Guerra Mundial, para auxiliar judeus a fugir para o Brasil, emitiu, ao lado da segunda esposa, Aracy de Carvalho Guimarães Rosa, mais vistos do que as cotas legalmente estipuladas, tendo, por essa ação humanitária e de coragem, ganhado, no pós-Guerra, o reconhecimento do Estado de Israel. Aracy é a única mulher homenageada no Jardim dos Justos entre as Nações, no Yad Vashem que é o memorial oficial de Israel para lembrar as vítimas judaicas do Holocausto. 
No Brasil, em sua segunda candidatura para a Academia Brasileira de Letras, foi eleito por unanimidade (1963). Temendo ser tomado por uma forte emoção, adiou a cerimônia de posse por quatro anos. Em seu discurso, quando enfim decidiu assumir a cadeira da Academia, em 1967, chegou a afirmar sob tom sarcástico: "…a gente morre é para provar que viveu." Faleceu três dias mais tarde na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de novembro. Se o laudo médico atestou um infarto, sua morte permanece um mistério inexplicável, sobretudo por estar previamente anunciada em sua obra mais marcante — Grande Sertão: Veredas —, romance qualificado por Rosa como uma "autobiografia irracional". Talvez a explicação esteja na própria travessia simbólica do rio e do sertão de Riobaldo, ou no amor inexplicável por Diadorim, maravilhoso demais e terrível demais, beleza e medo ao mesmo tempo, ser e não-ser, verdade e mentira. Diadorim-Mediador, a alma que se perde na consumação do pacto com a linguagem e a poesia. Riobaldo (Rosa-IO-bardo), o poeta-guerreiro que, em estado de transe, dá à luz obras-primas da literatura universal. Biografia e ficção se fundem e se confundem nas páginas enigmáticas de João Guimarães Rosa, desaparecido prematuramente aos 59 anos de idade, no ápice de sua carreira literária e diplomática.
  
Obras de Guimarães Rosa 

1936: Magma
1946: Sagarana
1947: Com o Vaqueiro Mariano
1956: Corpo de Baile
1956: Grande Sertão: Veredas
1962: Primeiras Estórias
1964: Campo Geral
1965: Noites do Sertão
1967: Tutaméia – Terceiras Estórias
1969: Estas Estórias (póstumo)
1970: Ave, Palavra (póstumo)

Magma

Magma é uma calculadora de poesia de Guimarães Rosa,publicado postumamente pela Editora Nova Fronteira. Apesar de ter ganho, em 1936, o Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o livro sempre foi considerado uma obra menor pelo autor de Grande sertão: veredas. Durante sua vida, Guimarães Rosa não demonstrou qualquer interesse em publicá-lo, chegando a dizer em entrevista: "[...]escrevi um livro não muito pequeno de poemas, que até foi elogiado. [Depois] passaram-se quase dez anos, até eu poder me dedicar novamente à literatura
E revisando meus exercícios líricos, não os achei totalmente maus, mas tampouco muito convincentes". Só muitos anos após a morte de seu autor, em 1997, é que Magma veio a público
  
Sagarana
                                                        

Sagarana é um livro de contos publicado por João Guimarães Rosa em 1946 e cuja primeira versão foi por ele inscrita no Concurso Humberto de Campos, da livraria José Olympio, sob o título de Contos, em 1938, e que assinou sob o pseudônimo de Viator. Essa publicação foi premiada com o segundo lugar no concurso, perdendo para Maria Perigosa, de Luís Jardim.
    É a primeira publicação que não foi posteriormente renegada pelo autor. Os textos exemplificam bem o estilo do autor, a sua linguagem inovadora e os seus temas, atrelados à vida rural de Minas Gerais. 
O título, Sagarana é formado por um hibridismo: "saga", radical de origem germânica que significa "canto heróico", "lenda"; e "rana" palavra de origem tupi que significa "que exprime semelhança ". Assim Sagarana significa algo próximo a : "próximo a uma saga".
    João Guimarães Rosa combina e recombina habilmente as informações do meio, confundindo lugares e paisagens, mesclando o real, o imaginário e o lendário em sua obra. Não é um livro regionalista já que não se limita a uma localidade especifica.
  
Analise da Obra 

A terceira margem do rio, da obra Primeiras estórias, de Guimarães Rosa, é narrado em primeira pessoa e é o mais famoso e o mais aberto conto do autor. Existe no conto uma intertextualidade bíblica com Noé.
   Tempo 
Neste conto o tempo cronológico é de um longo período, toda a vida do narrador. Mas a intensidade com que as impressões e o amadurecimento do narrador são trabalhados dão enfoque ao tempo psicológico.

Espaço
O espaço é delimitado pela presença concreta do rio, caracterizando a paisagem rural de sempre. Desse espaço, como foi comentado anteriormente, emanam magia e transcendentalismo aos olhos do leitor, no ir e vir do rio e da vida.
 
Personagens
Os personagens são: filho (narrador-personagem), pai (“virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia”), mãe, irmã, irmão, tio (irmão da mãe), mestre, Padre, dois soldados e jornalistas.

Esses personagens, sem nomes, acabam se caracterizando como tipos sociais, por suas funções na história. A observação desse aspecto já mostra, no pai, a tendência ao isolamento. Sempre fora a mãe a responsável pelo comando prático da família. O pai, sempre quieto. O filho e narrador não foi aceito na infância para companheiro do pai no seu desafio. Na maturidade, quando tem a oportunidade, acha não estar preparado para ir rumo ao desconhecido, ao "inominável".
 
Recursos de Estilo
 
Toda essa estranha história vem vazada no já comentado estilo típico de Guimarães Rosa. A oralidade é reproduzida na fala do narrador: Do que eu mesmo em alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem ralhava no diário com a gente.
A sintaxe é recriada de maneira inusitada, provocando estranhezas durante a leitura: "não fez a alguma recomendação", "nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele".
Neologismos também estão presentes ("diluso", talvez variante de diluto, diluído; ou "bubuiasse") ao lado de termos regionais como "trouxa", no sentido de comida e roupas, típico no falar dos boiadeiros; além de outras palavras pouco comuns: encalcou, entestou etc.
Desde o título, o leitor já depara com o insólito da obra rosiana: o que vem a ser a terceira margem do rio? A expressão provoca o entendimento a fim de despertá-lo para o mundo do inconsciente, do abstrato. A terceira margem é aquilo que não se vê, que não se toca, que não se conhece.
Um aspecto interessante a ser notado é que o narrador, quando criança, queria embarcar com o pai. Este o impediu. Adulto, intui o porquê da busca do pai e, chegando-se à margem do rio, diz que quer substituí-lo. É o único momento em que o velho se manifesta, indo em direção à margem. No entanto, o narrador fica com medo da imagem do pai, que parecia vir do outro mundo. Foge. Por isso, torna-se a única personagem fracassada, pois não foi capaz de transcender, de realizar seu salto.

Resumo do Conto
 
A terceira margem do rio conta a história de um homem que evade de toda e qualquer convivência com a família e com a sociedade, preferindo a completa solidão do rio, lugar em que, dentro de uma canoa, rema “rio abaixo, rio a fora, rio a dentro”.
Por contradizer os padrões normais de comportamento, ele é tido como um desequilibrado.
O narrador-personagem é seu filho e relata todas as tentativa da família, parentes, vizinhos e conhecidos de estabelecer algum tipo de comunicação com o solitário remador. Contudo o pai recusa qualquer contato.
Sua vida torna-se reclusa e sem sentido, a não ser pelo desejo obstinado de entender os motivos da ausência do pai: “Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio - pondo perpétuo.” 
O narrador-personagem nos dá a conhecer um ser humano cujos ideais de vida divergem dos padrões aceitos como normais. Trata-se do pai do narrador, o qual com sua atitude obstinada, ao mesmo tempo, afronta e perturba seus familiares e conhecidos, que se vêem obrigados a questionar as razões de seu isolamento e alienação.
O único a persistir na busca de entendimento da opção do pai é o narrador, que não descuida dele e chega a desejar substituí-lo. A escolha do isolamento no rio instiga permanentemente o filho. Este é levado a questionar o próprio existir humano.
 
Grupo : Joyce , Ingrid , Shirley , Bruna e Mariana

Concordância Nominal


 Concordância Nominal = Ajustes feitos aos demais termos da oração para que concordem em gênero e número com o substantivo.
 
** Portanto, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome devem ser alterados.

** Além disso, temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira, merecendo um estudo separado de concordância verbal.
Regra Geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o substantivo.

  - A pequena criança é uma gracinha.                 - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.

*** Casos especiais: casos que fogem à regra geral.
 
A) Um adjetivo após vários substantivos

1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.

- Irmão e primo recém-chegado(s) estiveram aqui.

2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.

- Ela tem pai e mãe louros.
- Ela tem pai e mãe loura.
3 Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.

- O homem e o menino estavam perdidos.

B) Um adjetivo anteposto a vários substantivos

1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.    
                                                                       - Provei deliciosa fruta e suco.

2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.

- Estavam feridos o pai e os filhos.
- Estava ferido o pai e os filhos.  
C) Um substantivo e mais de um adjetivo

1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
- Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
 
2- coloca o substantivo no plural.
- Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.

D) Pronomes de tratamento

1 – sempre concordam com a 3ª pessoa.
-Vossa santidade esteve no Brasil.
 
E) Anexo, incluso, próprio, obrigado.

1 – Concordam com o substantivo a que se referem.

- As cartas estão anexas.
- A bebida está inclusa.

F) Um (a) e outro (a), num (a) e noutro (a).

1 – Após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.

- Renato advogou um e outro caso fáceis.                              - Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
g) É bom, é necessário, é proibido.

1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
- Canja é bom. / A canja é boa.

h) Muito, pouco, caro.

1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
- Comi muitas frutas durante a viagem.

2- Como advérbios: são invariáveis.
- Comi muito durante a viagem.
i) Mesmo, bastante

1- Como advérbios: invariáveis
 - Preciso mesmo da sua ajuda.

2- Como pronomes: seguem a regra geral.
 - Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

 j) Menos, alerta

1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
 - Preciso de menos comida para perder peso.
k) Tal Qual

1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.

- As garotas são vaidosas tais qual a tia.

l) Possível

1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.

- A mais possível das alternativas é a que você expôs.
m) Meio

1- Como advérbio: invariável.
- Estou meio insegura.

2- Como numeral: segue a regra geral.
- Comi meia laranja pela manhã.

n)

1- apenas, somente (advérbio): invariável.
- Só consegui comprar uma passagem.

2- sozinho (adjetivo): variável.
- Estiveram sós durante horas.
 
Exercícios
1) Que palavra completaria adequadamente este poema: meio ou meia? Por quê?
 Então, friends
      Levo a vida assim,                                                            [] direita, [] torta,                                                                                                                     às vezes arrombando a festa                                                                                             outras, dado com a cara na porta.
R: Meio. Porque neste caso se trata de um advérbio.                                                                                         Poderia usar meia se fosse um numeral.
 
2) A palavra bastante tem dois valores gramaticais. Como advérbio, ele equivale a ‘’muito, demais’’ e é invariável; como adjetivo, equivale a ‘’muito(a), muitos(as)’’ e é variável, Leia essas frases:

Ele conhece [] países.
Ele conhece [] esses países.

Em qual delas a palavra bastante tem o sentido do advérbio e é, portanto, invariável?

R: Na segunda frase
3) Cometeu-se erro no emprego de ANEXO em:

a) Anexas seguirão as fotocópias.
b) Em anexo estou mandando dois documentos.
c) Estão anexos a certidão e o requerimento.
d) Anexo seguiu uma foto.

R: d) Anexo deixou de concordar com foto. Concordam com o substantivo a que se referem.
4) Está correta quanto à concordância nominal a frase:

a) Levou camisa, calça e bermuda velhos.
b) As crianças mesmo consertariam tudo.
c) Trabalhava esperançoso o rapaz e a moça.
d) Preocupadas, a mãe, a filha e o filho resolveram sair.

R: c) Não há erro.

a) velhas; b) mesmas; d) preocupados
 
CONCLUSÃO

  Foi mostrada a concordância nominal dos substantivos perante adjetivos, advérbio, pronomes e numerais.                                                                                                              Vimos que adjetivos antepostos aos substantivos concordam com o mais próximo, porém se exerce a função de predicativo pode concordar de duas maneiras: com o mais próximo ou ir para o plural.                                                                                                                                         No caso do adjetivo vir após vários substantivos a concordância já muda, pois se os substantivos forem do mesmo gênero há duas possibilidades: ir para o plural ou assumir o gênero do substantivo.
 
 
Regência
vEstuda os casos em que um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) exige um outro termo que lhe complete o sentido.
* Normalmente, o complemento de um nome vem iniciando por uma preposição.

* No estudo da regência nominal, deve-se levar em conta que muitos nomes seguem exatamente o mesmo regime dos verbos correspondentes.

* Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos.
 
Vejamos alguns exemplos:

* Ela tem necessidade de roupa.
Quem tem necessidade, tem necessidade “de” alguma coisa.
De roupa: complemento Nominal.


* Fiz uma referência a um escritor famoso.
Quem faz referência faz referência “a” alguma coisa.
A um escritor famoso: complemento nominal.
vRegra geral = Na verdade, não existem regras. Cada palavra exige um complemento e rege uma preposição.

** Muitas regências nós aprendemos de tanto escutá-las, porém não significa que todas estejam corretas.

    “Prefiro mais cinema do que teatro.”
 
** Preferir mais, não existe, pois ninguém prefere menos. É, portanto, uma redundância

 ** Quem prefere, prefere alguma coisa “a” outra. A frase ficaria correta desta forma:
                    “Prefiro cinema a teatro”.
 
*** O verbo preferir é transitivo direto e indireto e o objeto indireto deve vir com a preposição. “a”.
                
             “Prefiro isso do que aquilo.”


# Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Sempre que possível, é bom associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.
# Substantivos

Admiração a, por devoção a, por medo a, de aversão a, por doutor, em obediência a, atentado a, contra dúvida, acerca de, sobre o, jeriza a, por Bacharel, em horror a, Pro eminência, sobre capacidade de, para impaciência,  com respeito a, para com.

# Advérbios

Longe de, perto de.

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir o regime dos adjetivos de que são formados:
paralela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a.
# Adjetivos

Acessível a, diferente de, necessário a, acostumado a, entendido em, nocivo a, afável com, para com, equivalente a, paralelo a, agradável a, escasso de, alheio a, de essencial a, para passível, de preferível, prestes a, propício a, benéfico a, grato a, próximo a, capaz de, relacionado com, compatível com, habituado a, relativo a, contemporâneo a, deIdêntico a, satisfeito com, sensível a, curioso de, por Insensível a, sito em descontente,  com liberal, com suspeito de, desejoso de, natural de, Vazio de.
Conclusão

* Foi mostrado o  que é a regência nominal e que ela estuda que os casos em que nomes (substantivos, adjetivos e advérbios) exigem uma outra palavra para completar-lhes o sentido.

* Em geral, a relação entre um nome e o seu complemento é estabelecida por uma preposição.

 * Vimos também que ela não possui regra geral, que cada palavra exige um complemento e rege.
Exercícios

1) Complete com a preposição adequada, conforme a norma padrão. Se a palavra não exigir preposição, deixe os espaços em branco.

a) Ele está acostumado _________ os assaltos noturnos.
b) Está alheio ____ tudo.
c) Os alunos são favoráveis ____o projeto
d) Ficamos  contentes _____ você.
e) Fiz uma referência ___ um escritor famoso.


R: a)aos/com      b)a       c) ao       d) com      e) a
2) Quando implicar tem sentido de “acarretar”, “produzir como conseqüência”, constrói-se a oração com objeto direto, como se vê em:

a) Quando era pequeno, todos sempre implicaram comigo.
b) Muitas patroas costumam implicar com as empregadas domésticas.
c) Pelo que diz o assessor, isso implica em gastar mais dinheiro.
d) O banqueiro implicou-se em negócios escusos.
e) Um novo congelamento de salários implicará uma reação dos trabalhadores.

R:E
3) Assinale a opção em que as duas frases se completam corretamente com o pronome lhe:

a) Não ..... amo mais. / O filho não ..... obedecia.
b) Espero-..... há anos. / Eu já ..... conheço bem.
c) Nós ..... queremos muito bem. / Nunca ..... perdoarei, João.
d) Ainda não ..... encontrei trabalhando, rapaz. / Desejou-..... felicidades.
e) Sempre ..... vejo no mesmo lugar. / Chamou-..... de tolo.

R:C
 
Verbal
** A regência estuda a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período.
** Ela estuda também a relação de dependência que se estabelece entre os verbos e seus complementos.
** Na realidade o que estudamos na regência verbal é se o verbo é transitivo direto, transitivo indireto, transitivo direto e indireto ou intransitivo e qual a preposição relacionada com ele.
VERBOS TRANSITIVOS DIRETOS

 * São verbos que indicam que o sujeito pratica a, ação sofrida por outro elemento, denominado objeto direto.

 * Uma das maneiras mais fáceis de se analisar se um verbo é transitivo direto, é passar a oração para a voz passiva, pois somente verbo transitivo direto admite tal transformação, além de obedecer, pagar e perdoar, que, mesmo não sendo VTD, admitem a passiva.

 - Alguns verbos transitivos diretos:

      Aspirar será VTD, quando significar  absorver.
Como é bom aspirar a brisa da tarde.

Visar será VTD, quando significar mirar ou dar visto.
O atirador visou o alvo, mas errou o tiro.
VERBOS TRANSITIVOS INDIRETOS

* São verbos que se ligam ao complemento por meio de uma preposição. O complemento é denominado objeto indireto.

- O objeto indireto pode ser representado por um substantivo, ou palavra substantivada, uma oração (oração subordinada substantiva objetiva indireta) ou por um pronome oblíquo.

- Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: me, te, se, lhe, nos, vos, lhes.

- Os pronomes oblíquos tônicos que funcionam como objeto indireto são os seguintes: mim, ti, si, ele, ela, nós, vós, eles, elas.
VERBOS INTRANSITIVOS

São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.

Ex : as margaridas morreram.

Conclusão

Foi mostrada a definição da Regência Verbal
 e a relação existente entre os termos de uma oração ou entre as orações de um período. 
 
Exercícios
1) Marque a alternativa em que ocorre erro na substituição por pronome átono.
     a) Obedeci ao professor. / Obedeci-lhe.
b) Encontrei os animais na rua. / Encontrei-os na rua.
c) Toquei o seu braço. / Toquei-lhe o braço.
d) Visitou a amiga no hospital. / Visitou-lhe no hospital.

R: Letra D
     Na opção a, ao professor é objeto indireto, correspondendo a lhe.
     Na b, os animais é objeto direto, correspondendo a os.
     Na c, o pronome lhe substitui não o complemento
(o seu braço), mas apenas o possessivo seu; nesse caso, a palavra lhe é adjunto adnominal, e não objeto indireto.
    Na d, a amiga é objeto direto, a substituição é por a, e
não lhe: Visitou-a no hospital.
 
2) Assinale a frase que não pode ser completada com o que vai nos parênteses.
a) Pagarei......alguns empregados hoje à noite. (a)
b) Naquela época, meu sobrinho assistia......Belo Horizonte. (em)
c) Não implique......o colega. (com)
d) Quando morava no campo, aspirava.......ar puro e sentia-se bem. (ao)

R: Letra D.

O certo seria ‘’Quando morava no campo, aspirava o ar puro e sentia-se bem. 
Concordância
Verbal
 
vRegra Geral:
O verbo deve concordar com o sujeito em número e pessoa.
~ Exemplos:
- O técnico escalou o time.
- Os técnicos escalaram os times. 
Casos especiais da concordância verbal:
Sujeito composto
a) anteposto: verbo no plural.
-O técnico e os jogadores chegaram ontem a São Paulo
-
 
b) posposto: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.                                                           - Chegou(aram) ontem o técnico e os jogadores.
 
c) de pessoas diferentes: verbo no plural da pessoa predominante.
-  Eu, você e os alunos iremos ao museu.
 - Tu, ela e os peregrinos visitareis o santuário.


 d) com núcleos em correlação: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.

 - O cientista assim como o médico pesquisa(m) a causa do mal.
e) ligado por COM: verbo concorda com o antecedente do COM ou vai para o plural.

- O professor, com os alunos, resolveu o problema.
 - O maestro com a orquestra executaram a peça       clássica.

f) ligado por NEM: verbo no plural e, às vezes, no singular.
- Nem Paulo nem Maria conquistaram a simpatia de Joana.

g) ligado por OU: verbo no singular ou plural, dependendo do valor do OU.
  - João ou Maria resolveram o problema.
 - O policial ou os policiais prenderam o perigoso assassino.
Sujeito constituído por:
a) um e outro, nem um nem outro: verbo no singular ou plural.
 
 - Um e outro médico descobriu(ram) a cura do mal.
 - Nem um nem outro problema propostos foi(ram) resolvido(s).
b) coletivo geral: verbo no singular.
 - Qual de nós será escolhido?
 - O povo escolherá seu governante em 15 de novembro.
 - O povo aclamou o candidato.
 
c) Parte de, a maioria de, metade de, grande parte : verbo no singular ou no plural
- Uma parte dos funcionários preferiu(ou preferiram) férias coletivas.

d) Cerca de, perto de, mais de, menos de: verbo concorda com o numeral que o acompanha.

  - Cerca de des mil pessoas assistiram ao campeonato mundial de futebol.
  - Mais de uma pessoa correu em direção a porta de emergência.

e) pronomes (indefinidos ou interrogativos) seguidos de pronome: verbo no singular ou plural.
- Alguns de nós seremos eleitos.
f) palavra QUE: verbo concorda com o antecedente.
- Hoje sou eu que faço o discurso.

 g) palavra QUEM: verbo na 3ª pessoa do singular
 - Amanhã serão eles quem resolverá o problema.

h) um dos que: verbo no singular ou plural.
 - Foi um dos alunos desta classe que resolveu o problemas.                                                        - Seu filho foi um dos que chegaram tarde.

i) palavras sinônimas: verbo concorda com o mais próximo ou fica no plural.
- A Ética ou a Moral preocupa-se com o comportamento humano.
 
Verbo acompanhado da palavra SE
 
a) SE = pronome apassivador: verbo concorda com o sujeito paciente.
 - Viam-se ao longe as primeiras casas.
 - Ofereceu-se um grande prêmio ao vencedor da    corrida.
b) SE = índice de indeterminação do sujeito: verbo sempre na 3ª pessoa do singular.
 
  - Necessitava-se naqueles dias de novas idéias.
  - Estava-se muito feliz com o resultado dos jogos.
  - Morria-se de tédio durante o inverno.
Verbos impessoais
ØVerbos que indicam fenômenos; verbo haver indicando existência ou tempo; verbo fazer, ir, indicando tempo: ficam sempre na 3ª pessoa do singular.
  - Durante o inverno, nevava muito.
  - Ainda havia muitos candidatos para a Universidade.
  - Ontem fez dez anos que ela se foi.
  - Vai para dez meses que tudo terminou.
Sujeito = nome próprio plural.
a) com artigo singular ou sem artigo: verbo no singular.
 - O Amazonas deságua no Atlântico.
 - Minas Gerais exporta minérios.
b) com artigo plural: verbo no plural. 
  Os Estados Unidos enviaram tropas à zona de conflito.
  "Os Lusíadas" narram as conquistas portuguesas.
Conclusão
Foi mostrada a Fórmula Geral da Concordância Verbal e seus casos específicos, os quais abrangem regras e normas que devem ser seguidas.
 
Exercícios
1) Indique a alternativa em que haja ERRO de concordância:
A) Terminadas as aulas, os alunos viajaram.
B) Esta maçã está meia podre.
C) É meio-dia e meia.
D) Dinheiro, benefícios pessoais, chantagens, nada podia corrompê-lo.
E) Ajudaram no trabalho amigos e parentes.
R: Letra B. O certo seria usar a palavra ‘’meio’’.
2) “O estudo e a experiência ___________ davam-lhe a calma com que resolvia os problemas que lhe _____________”.

A) acumulados / apresentava.
B) acumulados / apresentavam.
C) acumulada / apresentavam.
D) acumulado / apresentavam.
E) acumulada / apresentava.

R: Letra B. Deve ser usado no plural.
3) “__________ três meses que não ___________ os pássaros”.

A) faziam / via-se.
B) fazia / viam-se
C) fazia / se viam
D) fazia / se via
E) faziam / se viam

R: Letra C.

  
Grupo : Thays, Thais, Eduardo, Diogo, Amanda e Larissa